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  • segunda-feira, 14 de maio de 2007

    Red Hat para Microsoft: não aceitamos acordo de interoperabilidade que mantenha fechadas as APIs

    A Red Hat vem dizendo "No Thanks" para a Microsoft, a cada nova proposta que envolva acordos no estilo do celebrado com a Novell, baseado em interoperabilidade mas sem abrir as APIs.

    A empresa somente assinará um acordo de interoperabilidade com a Microsoft se este for inteiramente baseado em padrões abertos, afirmou o vice-presidente de engenharia da Red Hat Paul Cormier ao vnunet.com. Interoperabilidade feita com APIs fechadas não é interoperabilidade”, disse Cormier. “Nunca faremos interoperabilidade baseada em APIs fechadas”.

    “A Microsoft continua ativamente assediando a Red Hat para que firmem um acordo nos moldes daquele assinado com a Novell. “Somos fornecedores em um mesmo mercado. Nós deixamos claro que adoraríamos fazer um acordo similar em vários aspectos aquele que firmamos com a Novell. A Microsoft realmente adoraria fazer um acordo com a Red Hat” (Tom Robertson, Gerente Geral de Padrões e Interoperabilidade da Microsoft)

    Paul Cormier voltou a confirmar que a Red Hat vem mantendo ativamente conversas com a Microsoft para aperfeiçoar a interoperabilidade de sua distribuição GNU/Linux com o Windows.

    Seus comentários no entanto indicam que a Red Hat não está interessada em um acordo similar ao que foi assinado entre Novell e Microsoft em novembro passado. A Red Hat inclusive argumenta que não é necessário esse tipo de acordo simplesmente porque padrões abertos por si já garantem interoperabilidade.”

    Enviado por Antonio Fonseca (antoniosfonsecaΘyahoo·com) - referência (antoniofonseca.wordpress.com).

    Ubuntu Studio: distribuição voltada para produção multimídia

    O Ubuntu Studio lançou sua versão inicial (7.04) e já pode ser obtido a partir da página oficial. Esta é uma variação baseada no Feisty Fawn e, como o nome indica, foi concebida para produção multimídia: criação e edição de vídeo e áudio, desenho, ilustração e artes gráficas. Durante a instalação, o usuário escolhe qual o seu uso principal: áudio, vídeo e gráficos. Pormenores aqui.

    Saiba mais (bitaites.org).

    Notebooks a R$ 1800 com financiamento especial do Governo Federal

    Leia também: Notebook: aprenda como escolher para comprar bem e pagar menos.

    Segundo o IDGNow, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) publica nesta segunda-feira (14/05) a portaria que realiza alterações no projeto Computador para Todos. A principal novidade é a oficialização dos computadores portáteis no programa, que terão limite de preço de 1,8 mil reais, conforme já havia sido antecipado pelo IDG Now! em janeiro.

    Os notebooks do programa deverão ter sistema operacional e aplicativos em código aberto, freqüência mínima de 1,4 Ghz, memória principal mínima de 512 MB, uma unidade de disco rígido interna com capacidade mínima de 40 GB, uma unidade interna ao gabinete de gravação de CD e leitor de DVD ou gravação de CD e DVD. A tela deve ter tamanho mínimo de 14 polegadas TFT colorido (matriz ativa).

    A interface de som deve ser compatível com Sound Blaster PCI, 16 Bits, Plug & Play, com alto-falantes estéreo embutidos ao equipamento. Estão previstas três interfaces de comunicação USB 2.0, interface de comunicação sem-fio, adaptador 110/220V, e o notebook deverá pesar no máximo três quilos.

    Saiba mais (idgnow.uol.com.br).

    "Calma, calma, É só o Linux."

    “Sim, foi isso o que eu respondi a uma colega da faculdade, quando ela me viu trabalhando no KDE. É impressionante como o Linux cresceu, desde 1997 quando eu comecei a utilizar o pingüim, tudo era mais difícil, instalar e rodar o KDE, era muito complicado para o meu pentium 233 mmx com 32 de ram, mesmo com todo o crescimento, a popularidade ainda tem muito que melhorar. Vamos tomar como parâmetro este exemplo que eu tive na faculdade, como tenho 40 colegas na sala de aula, e podem acreditar, dentre estes, ninguem nunca utilizou o Linux, UBUNTU ? O QUE É ISTO? Ele me responde com uma pergunta.

    Está é uma situação realmente bem difícil de mudar, mas, veja bem, eu estou fazendo faculdade de analise de sistemas, e meus colegas, que não são melhores do que eu, não conhecem LINUX, ou tem um conceito que o LINUX é uma droga, sim eu já ouvi isto dentro do laboratório, como todos os computadores são dual boot, volta e meio tem algum PC na tela de login do KDM.”

    Enviado por Pedro Delfino dos Santos Neto (pedro·delfino3Θgmail·com) - referência (e-tinet.com).

    Powertop: ferramenta da Intel promete tornar mais eficiente o uso da bateria em seu notebook

    O que está consumindo a duração da bateria do meu notebook com Linux? Que componente de software é responsável pelo maior gasto de energia? Estas questões importantes não tinham respostas fáceis de obter... até agora.

    A Intel anunciou a ferramenta PowerTOP, um programa que coleta diversos itens de informação do seu sistema e apresenta uma visão geral de como seu laptop está se saindo no que diz respeito a economia de energia.

    A Intel já propôs (e disponibilizou) até mesmo alguns patches para drivers e para aplicativos populares como o Firefox, Gaim/Pidgin e Evolution, para ajudá-los a se tornar mais eficientes no consumo de energia.

    O Powertop 1.0 está disponível para download do código-fonte e também via CVS, sob a licença GPLv2. Keith Packard, desenvolvedor do Linux e funcionário da Intel, relata que com o uso do Powertop ele foi capaz de levar a bateria do seu notebook Toshiba, que durava 4 horas, a durar até 7 horas.

    Saiba mais (osnews.com).

    Guia de referência em português: Descobrindo o Linux, 2a. edição

    A Editora Novatec publicou recentemente a segunda edição, revista e ampliada, do livro Descobrindo o Linux (também disponível via Submarino), de autoria do João Eriberto Mota Filho, que recentemente esteve presente aqui na cobertura do BR-Linux devido à sua palestra sobre o HLBR no FISL.

    O autor escreveu tendo em mente um público bastante específico: os estudantes universitários (de graduação e pós-graduação), e isto fica visível ao longo das 544 páginas da obra, já que ele nos poupa de introduções desnecessárias e vai direto ao ponto: apresentar o software livre e o Linux com profundidade suficiente para quem quer conhecê-lo e empregá-lo em seus projetos e atividades. Recebi recentemente um exemplar para análise (obrigado!), e seguem abaixo as minhas considerações sobre o livro.

    Trata-se de um livro relativamente volumoso - poucos livros brasileiros de introdução ao Linux ultrapassam a barreira das 500 páginas - e por isto pode ser bastante amplo na sua gama de cobertura, dividida em 4 partes principais, que adotam o Debian Etch como base de seus exemplos, mas freqüentemente apontam procedimentos que operam independentes da escolha de distribuição do leitor.

    A primeira delas cuida dos conceitos básicos: histórico, organizações e personalidades envolvidas, distribuições, organização do sistema (discos, memória, sistemas de arquivos, instalação, usuários & grupos, etc.), entrando em detalhes como requisitos para instalação, providências especiais em notebooks, uso da shell e de variados editores de texto e da shell, e outros conceitos e técnicas que o usuário exposto inicialmente ao Linux logo precisa dominar.

    Em seguida vem a Parte II, dedicada às técnicas de gerência do sistema. Aqui são apresentados com detalhes os gerenciadores de boot, os diversos sistemas e utilitários para administrar pacotes de software, recursos extras da shell (concatenação, aliases, etc.), manipulação de arquivos, diretórios, usuários, gerência de memória e processos, tarefas relacionadas ao kernel e ao próprio hardware. Ao longo dos vários capítulos desta parte, o usuário interessado aprende não apenas o feijão com arroz que pode ser encontrado nos manuais das distribuições de Linux, mas também variações interessantes, com dicas de comandos e utilitários menos conhecidos, como o durep e o htop.

    Na parte III os conceitos anteriores são explorados e ampliados para dar lugar às questões voltadas à administração de sistemas Linux. Permissões de acesso (incluindo SUID, SGID, sticky bit, umask), filtros & pipes, um capítulo introdutório mas bastante detalhado sobre a criação de scripts shell, análise de logs, administração de serviços do sistema, cron e mais. Me chamou a atenção que o autor colocou no livro uma série de conhecimentos práticos que freqüentemente ficam de fora de livros voltados ao público acadêmico, incluindo dicas para análise de logs, e a recuperação de problemas comuns e de desastres, usando inclusive live CDs especializados (como o Knoppix Helix) no processo.

    A parte IV é dedicada às operações em geral, apresentando métodos, técnicas e procedimentos para uma série de atividades que podem ser realizadas em ambiente Linux. Uso do ambiente gráfico, compilação de programas, configuração em rede, uso do MRTG para acompanhamento do uso de uma série de recursos (memória, swap, partições, CPU e mais), uso do LVM, do Xen e mais.

    Para completar, há uma seqüência de anexos, incluindo um que deveria ser leitura obrigatória para todos: como obter ajuda na Internet (com ênfase nas boas pesquisas via Google). Outros apêndices explicam como compilar o kernel, como instalar o apache e o thttpd, apresentam exemplos de jogos disponíveis em Linux, e mais.

    O nível de detalhamento é ótimo, com conceitos apresentados em profundidade e com amplitude mais do que suficiente para que o iniciante, seja ele um universitário envolvido com cadeiras ou projetos relacionados ao software livre, ou um autodidata procurando um guia introdutório sobre o uso do Linux.

    Editora: Novatec
    ISBN: 9788575221204
    Ano: 2007
    Edição: 2
    Número de páginas: 544
    Acabamento: Brochura
    Formato: Médio

    Mais do mesmo: Microsoft diz que Linux viola 42 patentes, mas não diz quais são

    A revista Fortune publicou em seu site um artigo afirmando que o Linux viola 42 patentes de propriedade da Microsoft. E não é só isso: interfaces gráficas em software livre violariam mais 65 patentes, o OpenOffice sozinho violaria 45, programas de e-mail violariam 15, e outros programas livres sortidos violam outras 68, em um total geral de 235 patentes da Microsoft alegadamente sendo desrespeitadas.

    É mais um lance da guerra de FUD tipicamente associada a Steve Ballmer, e mais uma vez estão presentes as características essenciais: as patentes não são identificadas, e ninguém diz o que pretende fazer a respeito.

    Mesmo assim, o artigo da Fortune conta com os leitores de títulos espalhados pelo mundo para entender mal e espalhar que a Microsoft está pensando em processar os usuários de software livre, muitos dos quais (especialmente no mundo corporativo) são também clientes da empresa - uma ponte que a MS nunca cruzou e que certamente não quis cruzar durante a entrevista que sustentou o artigo, nas palavras do próprio Ballmer, reproduzidas no texto.

    O Groklaw traz um resumo da situação, lembrando que é apenas mais um lance, e que a ausência de descrição das patentes sendo violadas e de um curso de ação é mais uma tentativa de levar outros consumidores e distribuidores a assinar contratos sem nem mesmo ter de recorrer a custosas e demoradas medidas judiciais.

    Saiba mais (groklaw.net).